Projeto Pedagógico

A ANANDA – Escola e Centro de Estudos é uma Instituição Educacional, que tem como finalidade a educação integral do ser humano através da unidade do pensamento entre os conhecimentos filosófico e científico; tendo como elemento norteador de sua prática a Teoria Construtivista, bem como, outros fundamentos teóricos que a necessidade exigir, a razão justificar e o sentimento dos seus profissionais ditar, considerando o interesse dos educandos e a necessidade da Escola .

Os educadores que compõem o quadro de profissionais desta Instituição são profissionais da área de Ciências Humanas, especificamente a de Educação, graduados e especialistas construídos no próprio Estado, nas diversas instituições públicas e/ou privadas, de pesquisa, ensino e extensão do conhecimento científico e teórico/prático quanto à Educação. Este projeto tem como propósito apresentar os objetivos desta Instituição, bem como as bases científico-filosóficas que norteiam sua prática educativa. 

Objetivo Geral

Desenvolver integralmente a criança e o adolescente, em seus aspectos cognitivo, motor, comportamental, afetivo, emocional e ético/moral, complementando a ação da família e da sociedade, assegurando-lhe a formação comum e integral indispensável para o exercício da autonomia e da cidadania, fornecendo-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.

Objetivos Específicos

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Oportunizar espaço e tempo para que o educando construa, organize e use seu pensamento filosófico e científico;

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Proporcionar aos educandos o acesso ao conhecimento filosófico e científico, socialmente construído, compreendendo-o, transformando-o e reelaborando-o, a partir de suas próprias experiências;

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Oferecer ao educando embasamento para o seu conhecimento, autoconhecimento e conseqüentemente a sua autorrealização;

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Potencializar o despertamento, construção e/ou desenvolvimento da consciência do educando, para que ele possa estar apto a integrar-se consigo mesmo e com o todo que faz parte de maneira a favorecer o equilíbrio natural e social;.

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Possibilitar que o educando desperte, conheça, desenvolva, e use seu sentimento latente, bem como construa novos sentimentos;

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Auxiliar o educando no desenvolvimento de suas capacidades inatas e na aquisição de novas habilidades.

Justificativa

Nossos trabalhos baseiam-se em observações, estudos e experimentações acerca da educação Integral do ser humano, buscando a integração do sistema formal de ensino com o conhecimento de valores morais e éticos, trabalhando não só as questões cognitivas, comportamentais, afetivas, emocionais, motoras e morais, mas, também, os atores essenciais para manutenção da harmonia, bem estar e equilíbrio do sistema social e ambiental no qual estamos inseridos.

Este processo se dá na interação entre educador e educando, bem como com o meio que o cerca. A aprendizagem aqui é compreendida como o produto destas interações, envolvendo não só assimilação, acomodação, equilibração, compreensão e memorização de conhecimentos socialmente acumulados, mas, também, como produto de reflexões, deduções, análise, síntese, comparações, etc.

Entendemos a educação como “uma atividade mediadora no seio da prática social global” (Saviani, 1992), onde a intervenção do educador e a participação ativa do educando permitem que este último passe de uma experiência inicialmente confusa e fragmentada a uma visão sintética, mais organizada e unificada do saber.

Estas interações que os educandos estabelecem entre si e com a equipe da Escola são fundamentais para a estruturação do seu caráter, sua personalidade/individualidade, através das suas relações vivenciais, pois é através das relações que estabelece que o ser tem a possibilidade de se confrontar com seus limites e dificuldades, conhecendo-se, cada vez mais, e passando, portanto, por um processo constante de transformação. Para Piaget (apud Zacharias) a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente faz com que construa estruturas mentais e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio, e essa interação acontece através de dois processos simultâneos: a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida.

Ações

Acreditamos que a prática pedagógica não deve ser dissociada da prática social global, pois devemos considerar a historicidade trazida pelo sujeito, reconhecendo que o mesmo participa de relações sociais diferentes e que, como tal, pode construir diferentes formas de interação com o meio que o envolve e é parte integrante.
Principalmente, no que diz respeito à Educação, convém refletirmos que, por muito tempo, (e ainda perdura), atribuiu-se à Escola a função de “manter e reproduzir o todo social existente”. Porém, atualmente, tem sido uma preocupação muito grande o desenvolvimento das habilidades, atitudes e competências dos sujeitos para que estes estejam capazes, não só de reproduzir, mas cientificar-se das suas capacidades de transformar a estrutura social na qual está inserido.

“Portanto, é ele que constrói o seu conhecimento, é ele que desenvolve suas competências, habilidades e suas atitudes. Contudo, cabe ao educador apoiar o desenvolvimento do aluno, facilitando seu acesso a um conjunto de saberes previamente determinados no plano de curso de sua componente curricular” (Barberá apud PINHEIRO, 2004).
Os conteúdos trabalhados serão aqueles universalmente instituídos, que são incorporados pela humanidade e, permanentemente, reavaliados face às realidades sociais. Ultrapassamos aqui as idéias de que eles são externos aos educandos, por compreender que além dos fatos e conceitos socialmente constituídos, as atitudes e os procedimentos também se configuram como tal.

Trabalhar com as atitudes e procedimentos diz respeito ao “ser e ao fazer” do educando. E estes aspectos devem ter uma significação especial no trabalho pedagógico. Porém, acreditamos que a difusão e fatos também são importantes, pois possibilitam que os indivíduos se apropriem do saber já existente e historicamente construído instrumentalizando-se para que possam atuar como agentes transformadores do todo social. Conteúdos estes que são vivos, concretos e, portanto, indissociáveis das realidades sociais.

Os métodos devem favorecer a correspondência destes conteúdos com os interesses e condições intelectuais dos educandos, possibilitando que os sujeitos os reconheçam como instrumento de compreensão da realidade. Eles partem da relação direta do educador com a experiência do educando, confrontada com o saber trazido de fora. Assim segundo Luckesi (1992) “há a constatação da prática real, havendo, em seguida, a consciência dessa prática no sentido de referi-la aos termos do conteúdo proposto, na forma de um confronto entre a experiência e a explicação do educador”.

Aprender, nesta visão, é desenvolver a capacidade de processar informações e lidar com os estímulos do ambiente, organizando os dados da experiência que vão se acumulando, interagindo, possibilitando novos caminhos para o indivíduo. Neste processo de organização dos dados, consideramos que o sujeito tem uma história, traz em si o fruto de diversas experiências pelas quais passa desde que é gerado.

Desse modo, além de buscar despertar o indivíduo suas potencialidades, teremos, também, como objetivo proporcionar ao educando uma educação integral, através de atividades e estudos que o torne capaz de:

Se tornar um observador de percepção aguçada e de senso investigativo apurado, estimulando o seu potencial criativo, fundamentado nas metodologias científicas disponíveis, que favorecerá a pesquisa, a análise e a síntese do conhecimento filosófico e científico, através da aplicação de uma metodologia vivencial que proporciona a compreensão e a necessidade de buscar o querer aprender, trabalhando consigo mesmo para o autodesenvolvimento, libertando-se, para integrar-se não tão somente com a vida, mas consigo mesmo;

Desenvolver-se plenamente para as próximas etapas da vida, através de conteúdos acadêmicos relevantes, que venham ao encontro das expectativas das novas gerações;

Compreender os direitos e deveres da pessoa humana, do cidadão, da família, do estado, do próprio país e de outros, inclusive de particularidades e singularidades de cada um.

Ter atitudes de respeito às liberdades fundamentais do homem.

Eis que assim considerado, buscaremos, com esta instituição, cumprir o nosso papel.